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Esse movimento é esvaido de qqs questões políticas, acreditem. Acho apenas mais uma efemêride da classe média chique paulistana e dos "artistas" menores que querem aparecer tirando onda de politizados.

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Quinta-feira, Abril 27, 2006



Esse aí é um pedaço de um conto que estou escrevendo, vai ficar enquanto nao termino de construir o blog!

(...) A calma da floresta em sua brisa fria e o coachar dos sapos nas tênues fileiras d'agua que escapavam aos riachos bem como o sibilo fraco de meu companheiro disfarçavam um pouco do cansaço que roncava em meu peito, e só isso, nos separava do silencio total. Meu corpo inclinado a frente na tentativa de vencer o enclive da serra pressionava meus joelhos que se retorciam de tal forma a estalar em cada passada. O pouco suor que brotava a face, secava antes mesmo de chegar ao queixo. Aquele esforço tão penoso era amenizado pelo cheiro doce da relva das encostas. Meu amigo, concentrado na trilha por que só ele nos direcionava, nao dizia uma palavra sequer, apenas apoiava nas mãos as pontas de pedra entre uma puxada e outra a mastigar no canto da boca um pedaço de fumo que trazia no bolso. A lua já estava a se disfarçar dentre as nuvens novamente, neste caso tratei de recobrar a consciencia e por conseguinte o medo que carregava ela. Entretanto jamais me passou a cabeça ser vencido pelas sombras que o desconhecido pode dar contorno clamando por meu ajundante a companhia. Por trás, a alguns metros antes de chegar a uma barreira de troncos lascados e areia fina ouvi uma pesada marcha a quebrar os galhos finos dos arbustos da vereda. Ia continua e aumentando a velocidade , e eu, dava à pressa a mesma disposição que a estranha marcha me acompanhava. "Pensando, livrai-me deus, dessa tão pesada e sobrenatural marcha que vem em meu encalço". A esta altura, já corria por entre os tocos de marmeleiro agarrado ao chão pelos quatro membros como um animal selvagem que corre em desespero de vida de um predador faminto. Olhei para trás e nada ví , porque , decerto nada poderia ver naquela escuridão, estava a uns cincos metros de minha companhia e o a marcha que me perseguiu terminou por desistir. Caminhei calmo, imaginando o que seria..."Ah! sim, pensei, nada mais que minha mente a pregar peças, afinal, se a mente é minha tem conhecimento do tamanho da coragem que me falta, e é muita". Dei curso a viajem mais disposto e honesto.
--Onde estamos, jurei agora a pouco alí atrás estar sendo perseguido por alguma fera , que com toda certeza estava se escradrinhando a espera de presa qualquer em algum esconderijo na mata- disse-lhe baixinho.
Ele nada respondeu, tornou a sibilar despreocupado mas com um ar mais caracteristico daqueles que alguma coisa tem a dizer , mas que por força maior se calam diante a situação."O que você acha? repliquei incoformado". Mais uma vez nao fui correspondido." Diabo de viajem, só veio a dar cabo do meu conforto, se soubesse o quão grande seria nao teria dado o primeiro passo. Mas diz-se aqui que o covarde e o preguiçoso sempre são vítimas, então melhor que eu sofra mesmo, só assim ao fim do dia me verei sentado a rede sob os aprazíveis embalos que tanto me recordam os pueris tempos em que dormia no balançar das redes". O céu estava um pouco mais limpo, ao longe o reflexo lunar iluminava a cuvolinea do horizonte. O cheiro de relva que antes dulcificava o ar se espessara e dera lugar a um denso cheiro de esterco, a brisa só aumentava o desconforto, parecia que caminhavamos rente a um fosso de feses.(...)

| Filipe Camelo||5:19 PM horas| |


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by FILIPE CAMELO