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Segunda-feira, Março 10, 2008
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American disease
Você não pode bradar e me chamar de antiamericano, mesmo eu já tendo escrito muitas vezes criticando o povo dos EUA, mas vamos observar, pela 9° vez (no meu caso) como eles lá são preconceituosos com tudo e com quase todos. Dizer lá que o candidato as eleições, Barack Obama, é mulçumano causa muito mais preconceito que dizer, por exemplo, que ele é gay.
Sabemos que existe incrustada na massa norte americana um preconceito racial velado nos estados do norte e escancarado nos estados do sul, mas tudo bem é só a "raça", muitos votariam em Obama sim, mesmo sendo negro, mas quase ninguém votaria nele se ele fosse mulçumano declarado, ser mulçumano lá é ser doente. É mais ou menos como os brasileiros de algumas regiões tratam as pessoas que seguem a macumba. Lá eles podem aceitar abertamente que os padres tenham relações pedófilas, um ou outro canal noticia, mas ninguém cria ódio da igreja católica, mas se um ou outro mulçumano explode algo em algum lugar logo todos os mulçumanos são potenciais homens-bomba, neste caso, fazendo uma comparação posso dizer que todos os católicos são potenciais pedófilos. Pensar assim é pensar pequeno.Os opositores o chamam Barack "HUSSEIN" Obama, assim, bem exclamado. Mas o que mais causa revolta é o próprio Obama tratar disso com revolta, como se alguém o estivesse chamando de Anticristo, como alguns chamam mesmo por lá. Ele se defende veementemente alegando "estratégia maldosa da oposição". Maldosa? Por quê? O que tem os mulçumanos de tão repulsivo.

Mulçumano nos EUA tornou-se uma alegoria, uma aberração, eles certamente não devem ter se atentado ainda ao fato de que o reinado próspero que tanto pondera as relações dos Americanos com o Mundo esta falindo. E com eles cairá por terra o manto econômico que os protege de ataques por ser o povo mais antipático do mundo. Coitados, se todos eles soubessem que o Islamismo é a maior religião do mundo e a que cresce mais rápido no planeta, certamente, sentiriam-se acuados, com medo ainda do açoite islão. Por isso amo o Brasil, com todos os defeitos e maledicências. Somos corruptos, somos, mas não somos pseudo-puritanos como eles.
Crédito da imagem
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Filipe Camelo||1:11 AM
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Sábado, Dezembro 22, 2007
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Sobre o Papai Noel
Eu não gosto do papai Noel. Ele é sedentário e cheio de idiossincrasias revoltantes. O P. Noel se não é preguiçoso é, no mínimo, preconceituoso. Quem explica, por exemplo, atitude de simplesmente não aportar nas favelas, no Sudão, e em , pelo menos, metade dos paises pobres e subdesenvolvidos? Seria o papai Noel arianista? E nas casas onde não há chaminés? E aquele roupão da coca-cola? Papai Noel é a ferramenta de marketing mais famosa que existe, afinal, sem ele quem seria o garoto propaganda de 90% das campanhas de vendas para o natal? Gosto mesmo é do Grinch, que arruinou o natal, ele representa o espírito real da maioria das pessoas do mundo, o sentimento daqueles que não tem e ficam por fantasiar a felicidade dos outros. Certamente, não falo de inveja, mas de revolta. Eu não sei, e bastante pessoas não sabem também como deve se sentir um pai desafortunado vendo seu filho desejar os brilhos desta época e não poder dar um pirulito sequer. O P. Noel ate assaltante é! Dia desses um assaltou e deu coronhadas numa senhora em Curitiba, gosta também de assaltar lojas e, literalmente, a esperança de miúdas criancinhas. O papai Noel é criminoso, branco, e inglês, duvido que em serra leoa (capital Freetown, isso mesmo, com nome inglês) ele suje as sapatilhas papais no chão de barro batido das casinhas. Ele não pisa na Vila Irmã Dulce, que hoje, depois de alguns programas assistencialistas do governo não é diferente da época em que era conhecida como a maior ocupação organizada de terras da América Latina.
Sabemos que P.Noel não é o Lula ( resguardadas as semelhanças físicas), então quem seria? O presidente da Coca-cola? O Al-gore?...
Só pra esclarecer
I love her!
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Filipe Camelo||1:23 PM
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Segunda-feira, Novembro 05, 2007
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OLa meus raros leitores, infelismente neste e no outro mês estarei impossibilitado de escrever por aqui. Mas logo que o tempo estiver normalizado pra mim, retornarei! Abraços.
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Filipe Camelo||3:19 PM
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Sexta-feira, Outubro 19, 2007
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"Filha do Sol do Equador"
Viva meu Piauí! Nesta data que tu aniversarias, quero te contemplar com as desmistificações que te assombram. Não, meu estado, tu não és o mais pobre dos pobres, tu não estais nem entre os três mais pobres deste país. Aqui no teu seio sim "verás que o filho não foge à luta", lutamos braviamente pela independência do "impávido colosso". Fomos, talvez, os únicos a derramar sangue necessário à liberdade. Contudo, estamos alheios a este reconhecimento, pois os bairrismos preconceituosos de terceiros vedam os olhares que conciliariam tua glória a este merecimento.
Meu Piauí, tu que abraças teu povo com a majestade de tuas belezas naturais e teu calor reconfortante, sabes que nossos anseios são como orações que zelam pelo teu crescimento. E, ainda que um ou outro abrace outras terras, os saudosismos pertinentes a teu colo jamais permitirão teu esquecimento.
Parabéns, meu Piauí! Pois aqui em tuas entranhas vive um povo inteligente, pacífico, educado. Aqui respeitamos o teu nome e cuidamos do teu endereço. Não damos preço às tuas belezas essenciais. O Delta do Parnaíba? Incólume. Sete Cidades? Muito bem, obrigado.
Moramos nos teus confins desde o começo da eternidade, e hoje sabemos que fostes um dos berços da humanidade. Reverencio-te. Tu mereces a nobreza que carregas. Nasceste nobre, desgarrado do Maranhão e resistindo a truculência estrangeira com as flechas de filhos das civilizações antigas que, não por acaso, te habitaram. És guerreiro, e continuará ainda enobrecido, coroado pelo povo que te consome, te contempla, te adora. Viva meu Piauí!
...Piaui...
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Filipe Camelo||4:18 PM
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Segunda-feira, Outubro 15, 2007
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Somos todo diferentes, mas semelhantes
A namorada de um amigo meu é muito feia, ao passo que esta, para ele, é a ultima novidade no paraíso. Nossas opiniões exatamente por serem diferentes nos fazem pessoas diferentes, contudo por serem iguais não nos fazem pessoas iguais.
Eu acho que o Lula sabe da roubalheira sim, bom, o pessoal do DEM também, mas nem por isso sou como eles, igual a eles, deus que me livre ser como alguns deles! Deus? Ou seria Alá? Bom, para os mulçumanos sim, mas este Alá deles é a palavra "deus" na língua deles, então não seria este mesmo deus que cultuamos o deus deles, porem, com doutrinas e resignações diferentes? No fim, somos todos humanos, cheios da mesma doença hedônica, cheios da mesma esperança de nos justificarmos no mundo através de nossas crenças, virtudes ou, muitas vezes, dos outros.
A religião é o caminho mais curto para nos infiltrarmos num determinado culto corporativista que nos torna parte de alguma coisa, ninguém nasceu para estar sozinho, não é da natureza que nos tange ficar abandonado à "sorte de si mesmo", solidão.
“A religião é o suspiro da criança acabrunhada, o coração de um mundo sem coração, assim como também o espírito de uma época sem espírito. Ela é o ópio do povo." Marx sabia que este aspecto viciante e massificante que o desconhecido traz é a senha para a adoração e ação desmedida de quem fatura suas ações baseado na fé. É lógico que o puritanismo falso de hoje já não acoberta a maioria das atrocidades que cometemos por força da fé. Isso ajuda a nos firmarmos como pessoas diferentes das demais dentro de um grupo que compreende alguns de nossos anseios.
As pessoas que costumam se ver em outras pessoas, que costumam procurar pessoas que tenham muitas coisas em comum são como "fantasmas sem nicho", como, na maioria das vezes não conseguem encontrar o seu grupo, terminam por querer encontrar tudo numa pessoa só. É muito simplismo. Somos todos diferentes, mas semelhantes.
Coisas que se infiltraram nos seios de nossa convicção me parecem ser naturalmente dados melhores para esta discussão como, por exemplo, católicos (alguns, que são maioria no Brasil) embebedam-se diuturnamente sem preocupação com o desprezo divino, entretanto só podem ter uma esposa, e no caso, "pouquíssimas amantes". Os povos Islâmicos contrariam esta regra, lá nem uma gota de álcool e muitas, muitas esposas é o que manda o costume aos homens.
Assim a namorada de um amigo meu, continua, para mim, sendo feia, ao passo que para ele, quem sabe, seja a própria Afrodite. Respeite o próximo, com seus defeitos e maledicências, e estará respeitando a si mesmo.
Ps: Se o link de comentarios nao estiver disponivel, por favor, atualize a pagina apertando F5. Abraços.
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Filipe Camelo||10:20 PM
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Sábado, Setembro 08, 2007
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O amigo de Nietzsche
Um amigo! De onde mais buscaríamos uma relação mais pura que a própria amizade? As pessoas vivem por ai declarando amizades entre grupos fechados e conversas de meia hora, na vanglória falsa do auto-reconhecimento. Isto porque para nós a amizade é o relacionamento mais puro que existe. Como se o ser humano desistisse de si por um segundo e se voltasse ao próximo eximido de anseios menos egoístas. Ok! Esqueçam isso...!!! Não existe relação sem troca de favores por que dentro de cada um de nós carregamos o sentimento mais primitivo que o instinto de sobrevivência nos impõe, o Amor-próprio. De Nietzsche li uma frase muito interessante: "Em última análise, amam-se os nossos desejos, e não o objecto desses desejos". F. Nietzsche foi um filosofo mantenedor de um amor frugal pela irmã e teve os pensamentos perigosamente influenciados por Schopenhauer, este que costumo chamar com todo gosto de "pai do pessimismo". Sendo assim (ainda que seja loucura confiar no niilismo de um filosofo extemporâneo, não é menos loucura querer forma-me medico), não há nada mais certo que este pensamento. Veja bem, você provavelmente só gosta daquele teu amigo por que ele, certamente, te traz segurança, companhia, atenção, etc., então, neste caso, não estaria você amando ele, estaria sim amando essas sensações boas que nós como bons primatas semi-racionais delegamos a esta pessoa - estendem-se isto aos mais variados sentimentos bons que nos presenteiam. Portanto, não há um amigo, não existe sequer um dicionarismo que ostente a compreensão correta do termo, pois aquele amigo que te ajuda esta, ainda que inconscientemente, aproveitando-se disso, senão agora (pleiteando um reforço para o ego), depois (buscando a cura de algum malefício na tua ajuda). Mas isso não é motivo suficientemente forte para vivermos desconfiados porque, enfim, segundo esta frágil teoria do Amor-próprio amamos tanto a nós mesmos que, se por um descompasso do tempo ou descuido do destino, você descobrir que aquela pessoa que você tanto gosta não gostava tanto assim de você, comece então a imaginar que tirou tanto ou mais proveito que esta desse mesmo relacionamento tão inevitável quanto respirar, o "apaixonar-se".
PS: Serei eu um dos iludidos e pescados ingenuamente por minha própria teoria? Não sei. Mas, precisando, daria pouco mais que tudo pelos meus amigos.
“Amicus certus in re incerta cernitur”
Amigo certo conhece-se na hora incerta
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Filipe Camelo||2:30 PM
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